Técnica de cirurgia percutânea no tratamento do pé diabético

  • Felipe Serrão M. de Souza
  • Eduardo Carrilho Padula
  • Tiago Doyle Maia de Oliveira
Palavras-chave: Procedimentos cirúrgicos operatórios/métodos; Deformidades do pé/cirurgia; Diabetes mellitus; Pé diabético

Resumo

Objetivo: Com base no conceito de cirurgia minimamente invasiva, que busca menores acessos e descolamentos, procurando diminuir os índices de complicações e permitindo a reabilitação precoce, apresenta-se o uso de técnicas percutâneas na cirurgia do pé diabético, como uma opção a ser acrescentada no arsenal de métodos convencionais. Métodos: Foram realizados 123 procedimentos percutâneos em 97 pacientes, entre 2007 e 2013. O tempo para o diagnóstico definitivo de diabetes mellitus variou de 2 a 32 anos. As lesões tratadas foram dedos em garra, pés “em risco” com hiperceratose, úlceras plantares e dorsais, por meio do uso de osteotomias e tenotomias. A imobilização permitiu carga precoce, realizando a acomodação controlada até a obtenção da consolidação. Resultados: O fechamento das úlceras levou 3,5 semanas, em média. Precisou-se de nova intervenção cirúrgica em outro sítio de lesão, 8,25% dos pacientes. Conclusão: O emprego da técnicas de cirurgia percutânea é uma opção para tratamento das lesões relacionadas ao pé diabético, com baixa incidência de complicações e resultados satisfatórios na maioria.
Publicado
30-06-2015
Seção
Artigos Originais